Representantes da Secretaria de Estado da Educação (SED) participaram de roda de conversa sobre os povos ciganos no Estado, durante visita de Comitiva do Ministério da Igualdade Racial (MIR). O objetivo é ouvir e entender a realidade e cultura dos povos ciganos no Estado, para pensar em políticas educacionais que contemplem as necessidades dessas comunidades.
Neste evento, o Ministério da Igualdade Racial, apresentou a Proposta Preliminar do Programa Brasil Cigano, que prevê várias iniciativas de amparo aos ciganos de diversas etnias (Calon, Sinti e Rom), no Brasil e em Santa Catarina. A comitiva também visitou deputados e prefeituras do Estado.
O movimento do Ministério da Igualdade Racial e da Liderança da Comunidade Cigana no estado de Santa Catarina tem por objetivo garantir que o Artigo 215 da Constituição brasileira seja extensivo a todos, sem distinção étnica, racial, política, cultural, religiosa e de gênero, e que garanta o acesso aos serviços públicos essenciais como educação, saúde e respeito às tradições da etnia cigana a todos os povos ciganos que habitam permanentemente ou praticam o nomadismo em território brasileiro.
Ciganos em Santa Catarina
Em Santa Catarina vivem mais de 3.000 ciganos, entre idosos, adultos, jovens e crianças, das etnias Rom, Calon e Sinti. Mesmo com este número expressivo de ciganos no Estado, há poucas coisas registradas sobre a história dos ciganos. No Brasil, os arquivos judiciais, que registram a história da violência contra os povos ciganos no país, apresentam uma série de violências que os povos ciganos sofreram, e ainda sofrem ao longo dos tempos, destacando a necessidade de discussão sobre a história e cultura cigana, no currículo escolar, de modo que as crianças, adolescentes, adultos e idosos ciganos, não continuem sofrendo com preconceitos e discriminação de todo tipo, como ocorre atualmente, principalmente no contexto escolar.

